Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz alcança mais um marco ao realizar o primeiro transplante renal a partir de doador falecido

A unidade de saúde, vinculada ao Governo do Amazonas, expande suas capacidades no campo dos transplantes renais, agora incluindo cirurgias com doadores falecidos.

O Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e administrada pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), alcança mais um marco importante. Após a realização de 80 transplantes renais intervivos, a instituição amplia sua capacidade cirúrgica com a execução do primeiro transplante de rim de doador falecido, ocorrido no sábado, 29 de junho, na unidade de saúde pública.

Este marco consolida o Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz como pioneiro em transplantes renais na região. Na preparação para o novo procedimento, foi realizado um simulado com as equipes multidisciplinares do hospital, focado no recebimento do órgão do doador falecido e na convocação dos possíveis receptores do transplante, simulando passo a passo a recepção dos pacientes da lista de espera para doação de órgãos.

O exercício começou com as áreas de serviço social e psicologia, responsáveis pelo contato e acolhimento dos pacientes, abrangendo todas as etapas necessárias: exames de compatibilidade, preparação para os procedimentos cirúrgicos e admissão do órgão no hospital. A preocupação com o bem-estar físico, mental e social dos pacientes receptores foi um dos pontos fortes destacados no protocolo de transplante de órgãos, conforme enfatizou Uana Souto, enfermeira e gerente da área assistencial do Hospital Delphina.

“Nosso objetivo era assegurar a efetividade e qualidade de todos os procedimentos de admissão dos órgãos na unidade de saúde, acolhendo integralmente os pacientes receptores. Isso inclui apoio psicológico, consideração das necessidades sociais e, consequentemente, proporcionar o melhor atendimento hospitalar,” declarou a enfermeira.

Os pacientes renais, uma servidora pública de 43 anos e um trabalhador rural de 39 anos, receberam os órgãos após a confirmação do protocolo de morte encefálica do doador. O trabalhador rural, que faz parte da etnia Sateré-Mawé, expressou sua satisfação: “Estou com uma grande alegria por sair desta cama e rever minha família, que há três anos não vejo. Com o transplante, vou voltar a ver meus pais e meus irmãos que estão em Barreirinha, no interior do Amazonas,” finalizou o paciente. 

Dr. Gasparini, diretor-operacional Norte/Oeste e Centro-Oeste do INDSH, ressalta a importância deste procedimento para a saúde pública do Amazonas: “Esperamos ansiosamente por este momento. Trabalhamos com dedicação e comprometimento em todos os níveis, juntamente com o Governador do Amazonas, Wilson Lima. Sem essa iniciativa, não teríamos alcançado a realização desta primeira cirurgia. Sabemos da importância da ampliação das alternativas de cirurgias de transplantes de órgãos. São mais pessoas beneficiadas e com a oportunidade de uma nova vida,” finaliza Dr. Gasparini.

A expectativa era compartilhada por todos, como expressa Amanda Tavares, Supervisora de Transplante do Hospital Delphina: “O sentimento é de total satisfação e emoção. O transplante possibilita um recomeço na vida dos nossos pacientes, proporcionando uma melhoria significativa na qualidade de vida.”

Todo o processo, desde a captação até a admissão do órgão na unidade de saúde, segue rigorosamente os regulamentos do Serviço Nacional de Transplante/Comissão Estadual. Esse trabalho é realizado em conjunto com a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (Central de Transplantes), que notifica e repassa a informação para uma Organização de Procura de Órgãos (OPO) da região. A OPO realiza todos os exames e análises necessárias e, em seguida, encaminha o órgão para o hospital capacitado para a realização da cirurgia de transplante.

A importância deste trabalho coordenado entre as esferas dos órgãos de saúde do governo foi fundamental para alcançar esse feito. Para o Dr. Anderson Barros, diretor-executivo do INDSH, esse trabalho em equipe marcou o início de uma nova fase no Hospital Delphina. “Realizamos um trabalho meticuloso para construir este momento, trabalhando intensamente em parceria com o Governo do Amazonas, a SES, e uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, técnicos, psicólogos e assistentes sociais. Todos planejaram e executaram cada passo, desde o recebimento do órgão na unidade até o acolhimento dos pacientes receptores. Tenho um grande orgulho de nossos parceiros e colaboradores, que se dedicaram ao máximo para esta cirurgia, trazendo mais esperança para muitas pessoas e suas famílias,” destaca o Dr. Anderson.

O Governo do Amazonas, por meio da SES e do Hospital Delphina Abdel Aziz, garante a partir de agora a vanguarda das cirurgias de transplante, operando um dos maiores programas de transplantes da Região Norte. Isso reflete o compromisso com a saúde pública dos amazonenses, consolidando o Hospital Delphina como uma referência no Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas, nas cirurgias de tranplantes renais.

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